De acordo com a empresa de consultoria Bain & Company, a China é atualmente o segundo país que mais consome produtos de luxo no mundo, na frente do Japão e atrás apenas dos Estados Unidos. Esses dados, obviamente, levam as grifes a brigar por espaço para abrir novas lojas na China. No entanto, apenas essa ação não é suficiente para aproveitar todas as oportunidades desse novo mercado. É preciso conhecer o público local e criar uma estratégia de produto.
A maneira mais popular das marcas ganharem visibilidade local normalmente é realizando grandiosos eventos para gerar buzz. No entanto, alguns especialistas questionam o impacto a longo prazo desses eventos. “É jogar dinheiro fora – você oferece algo a dezenas de pessoas que não são seus clientes, então outra festa acontece e elas já esqueceram a sua”, diz o ex-CEO da Richemont Asia Pacific e consultor de luxo Francis Gouten. “O mais indicado são eventos que atinjam potenciais clientes, como jantares VIP”. Nicole Chen, fundadora da consultoria NC Style, acredita que “o objetivo é fazer o consumidor entender o conceito da marca”.
Adaptar produtos ao mercado chinês requer muita cautela. É preciso fugir de clichés, como acreditar que usar símbolos orientais nas roupas vai conquistar os consumidores. “Os chineses querem comprar o nome, o produto e a qualidade. É preciso ser você mesmo, manter seu DNA e ser tão forte quanto em seu país. Não tente mudar sua identidade nem ser especial para a China”, diz Gouten.
Tags: branding, chuna, consumidores luxo, desenvolvimento de marca, novos mercados





