De acordo com a empresa de consultoria Bain & Company, a China é atualmente o segundo país que mais consome produtos de luxo no mundo, na frente do Japão e atrás apenas dos Estados Unidos. Esses dados, obviamente, levam as grifes a brigar por espaço para abrir novas lojas na China. No entanto, apenas essa ação não é suficiente para aproveitar todas as oportunidades desse novo mercado. É preciso conhecer o público local e criar uma estratégia de produto.
A maneira mais popular das marcas ganharem visibilidade local normalmente é realizando grandiosos eventos para gerar buzz. No entanto, alguns especialistas questionam o impacto a longo prazo desses eventos. “É jogar dinheiro fora – você oferece algo a dezenas de pessoas que não são seus clientes, então outra festa acontece e elas já esqueceram a sua”, diz o ex-CEO da Richemont Asia Pacific e consultor de luxo Francis Gouten. “O mais indicado são eventos que atinjam potenciais clientes, como jantares VIP”. Nicole Chen, fundadora da consultoria NC Style, acredita que “o objetivo é fazer o consumidor entender o conceito da marca”.
Adaptar produtos ao mercado chinês requer muita cautela. É preciso fugir de clichés, como acreditar que usar símbolos orientais nas roupas vai conquistar os consumidores. “Os chineses querem comprar o nome, o produto e a qualidade. É preciso ser você mesmo, manter seu DNA e ser tão forte quanto em seu país. Não tente mudar sua identidade nem ser especial para a China”, diz Gouten.
Tags: branding, chuna, consumidores luxo, desenvolvimento de marca, novos mercados
O linho se tornou o tecido da alta-costura. Peças de grifes feitas com o tecido estão sendo vendidas por milhares de dólares. “O linho é como uma lã rara”, diz Eric Vanfleteren, que comanda a La Linière Saint-Martin e compara o tecido a alpaca ou cashmere.
Como as grifes de moda estão mostrando cada vez mais a seus consumidores a origem de sua roupas, ao linho com certeza será dada uma importância maior, já que ele vem de uma região muito limitada - dois terços de todo o linho do mundo se originam de uma estreita faixa de terra que se estende do norte da França até a Holanda. Além disso, a produção de linho requer alta manutenção, o que também é responsável por sua produção limitada.“A plantação demanda 15% das minhas terras e 50% das minhas preocupações”, diz o fazendeiro Pascal Prevost. “Somos como fabricantes de vinho, que colocam suas almas dentro das garrafas”.
Apesar da “exclusividade” do tecido, a recente volatilidade no preço do algodão fez com que sua distância em relação ao preço do linho diminuísse consideravelmente.
Tags: alta costura, cadeia de valor, custo de produção, Eric Vanfleteren, linho, matéria-prima
O papel da mulher na sociedade mudou, e essas mudanças são refletidas no comportamento feminino desde a infância. Para atender as necessidades e expectativas dessa nova geração de pequenas consumidoras, é preciso entender essa mudança comportamental.
Antigamente, as meninas tinham pouca influência na escolha dos produtos que iriam consumir. Eram as mães que definiam o que comprar e o que as filhas iriam vestir. Atualmente, o cenário é bem diferente. A infância está muito mais voltada para o consumo do que costumava ser. A grande variedade de lojas e o acesso à moda através de diferentes mídias, como a Internet e as mídias sociais, influencia as crianças – hoje mais desinibidas e com mais opinião própria – a escolherem aquilo que querem comprar, atitude não apenas aceita como também estimulada pelos pais da atualidade.
Para fidelizarem esse público, as lojas devem investir em um dos fatores mais importantes na hora da compra: a vendedora. Ela deve fazer mais do que simplesmente vender: deve se portar como consultora, ouvir, entender e decifrar o consumidor, falando de igual para igual.
Tags: adolescentes, comportamento, consumidoras, lojista, marketing, mercado, tendencia, varejo, vendas







