Com a valorização do Real frente ao Dólar, a competitividade da indústria nacional no exterior fica comprometida. No primeiro semestre deste ano, o setor calçadista não conseguiu uma performance positiva, registrando um decréscimo de 12% em vendas na comparação com o mesmo período do ano passado.
Por outro lado, a indústria do couro ultrapassou US$ 1 bilhão em faturamento com seus negócios internacionais, e vem apresentando desempenho em vendas praticamente inalterado na comparação com o ano passado.
Dados do IBGE indicam uma queda de 9% na produção de calçados, e de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 3,4 mil vagas foram fechadas na indústria calçadista. Para Milton Cardoso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), esse dado indica que pode haver mais demissões no setor.
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De helicópteros à bolsas da Hermès, a indústria francesa de luxo aproveita o crescimento econômico brasileiro para se estabelecer no país.
As marcas apostam na evolução do gosto do consumidor. Segundo Eric Fajole, os consumidores do luxo francês ainda encontram-se na fase de empolgação. A aposta é que com o tempo, este novo milionário adquira hábitos mais sofisticados, como os das tradicionais famílias brasileiras.
O mercado, estimado em 8,2 bilhões de dólares para este ano, é muito promissor. No Brasil, as classes altas totalizam 10 milhões de pessoas e já é o segundo mercado do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos.
A Hermès, a Chanele a Petrossian já têm lojas em São Paulo, cidade que concentra 75% da consumação do setor. Todas as marcas de luxo vão progredir tanto em São Paulo como em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Além de sua atuação nos mercados mais tradicionais, a indústria francesa também está presente em nichos muito específicos, como o dos helicópteros para executivos que querem escapar do trânsito.
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A empresa Box1824, que atua no mapeamento de tendências de comportamento, divulgou informações sobre o Projeto Sonho Brasileiro, que mapeou o comportamento de jovens do país na faixa etária de 18 a 24 anos.
A pesquisa verificou o posicionamento e opinião dos jovens em relação a temas como o futuro do país, política e consumo. Essa nova geração possui uma postura atuante e mais coletiva diante da sociedade. De acordo com o sociólogo Gabriel Milanez, “O consumo para eles [jovens atuais] é uma atitude política. Têm uma visão mais crítica das empresas e cobrem um papel social delas. Eles não esperam marcas que se posicionem pelo discurso, mas que ajam. E transparência é uma palavra muito forte, no âmbito do governo ou da empresas”.
Os primeiros dados divulgados do projeto também mostraram que 92% deles acreditam em pequenas ações que pouco a pouco transformam a realidade das pessoas. A maioria também vê com otimismo o futuro do país e se orgulha de ser brasileiro.
No site oficial www.osonhobrasileiro.com.br, você encontra todo o material do projeto.
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