Há algum tempo atrás, havia um ditado que dizia que “Quando um homem de 60 anos se aposenta ou morre, Allen Edmonds perde mais um cliente”. De fato, em 2008, a empresa de 90 anos demitiu mais de 8% de seus funcionários. No entanto, este ano, a previsão é de que sejam produzidos 500 mil pares de sapatos, contra 350 mil do ano passado.
Nos últimos anos, com as marcas tradicionais – como Allen Edmonds, Red Wing e Quoddy – redescobrindo uma nova geração de consumidores, especialmente homens jovens, essas grifes passaram a ser vistas como relíquias, não marcas desgastadas, e agora estão presentes em diversas boutiques e blogs de moda.
De maneira geral, a evolução foi positiva para as companhias, mas também representa novos dasafios: os designers terão que adaptar os produtos para novos clientes e executivos deverão se preocupar com quanto tempo durará a alta dessas marcas.
Para esses fabricantes, ter seus sapatos de alta-qualidade descritos como moda é absurdo. O interesse deles não é se tornar uma tendência, mas continuar a fabricar sapatos que duram 15 ou 20 anos. Esse mesmo motivo é, provavelmente, uma das razões que fez com que novos consumidores, depois da crise, voltassem os olhos para esses marcas.
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