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Os consumidores passam cada vez mais tempo nas mídias sociais. No Facebook, algumas marcas já possuem mais seguidores  do que as maiores revistas femininas de moda. Por isso, varejistas estão investindo cada vez mais recursos  nessa que é a maior rede social do mundo. Como são muitas  as dúvidas na hora de investir nessa mídia, aqui vão 5 dicas que permitem estabelecer um estratégia para otimizar a presença da marca no Facebook e trazer resultados positivos.

1- Invista em relacionamento, não em vendas

Embora alguns varejistas já estejam abrindo lojas no Facebook, o momento do “F-commerce” ainda não chegou. Por enquanto, é melhor investir na mídia social como uma ferramenta  de CRM – Customer Relationship Management (ou Gestão de Relacionamento com o Cliente).

2- Desenvolva uma estratégia de conteúdo do seu produto

De acordo com a chefe de pesquisa de luxo Maureen Mullen, os varejistas precisam oferecer a seus fãs informações além das que eles podem encontrar nas lojas físicas ou online. Ela sugere que as marcas desenvolvam conteúdo atrativo e exclusivo que permita aos consumidores conhecer mais sobre o desenvolvimento do produtos, seus criadores  e outras informações dos bastidores da marca. É preciso “fornecer aos usuários conteúdo que eles nunca teriam acesso sem o advento da mídia social, compartilhar diferentes perspectivas e permitir que os fãs compartilhem o que pensam em tempo real”, diz Mullen.

3-  Permita uma comunicação de duas vias

Mullen diz que a grifes de moda e luxo “são muito protetoras em relação à sua marca e imagem, mantendo tradicionalmente uma distância de seus consumidores”. Por esse motivo, o diálogo que o Facebook permite pode parecer assustador. É importante que os varejistas permitam esse relacionamento e encorajem ao máximo a interatividade dos usuários, criando enquetes, respondendo a perguntas e desenvolvendo conteúdo baseado no feedback dos consumidores.

4- Construa uma base de clientes

Em suas pesquisas, Mullen descobriu que anunciar no Facebook é a maneira mais fácil de construir uma base de clientes. Ela cita o exemplo da marca de cosméticos Covergirl, que lançou uma nova linha de maquiagem em janeiro. A empresa, em seus anúncios na TV, direcionava o público não a seu site oficial, mas a seu perfil no Facebook, onde as consumidoras podiam se inscrever no “movimento Covergirl”,  encomendar amostras grátis e enviar vídeos delas mesmas utilizando os produtos. A campanha tornou a Covergirl a segunda marca de beleza do Facebook em número de “Likes”.

5- Deixe sua estratégia se expandir

Os varejistas precisam desenvolver estratégias constantes e saber como integrar diversas mídias para construir uma boa campanha no Facebook. Não é necessário ser engraçado ou diferente para fazer sucesso nas mídias sociais. O importante é demonstrar os valores da marca e criar um diálogo aberto e honesto com os usuários, deixando as estratégias abertas para evoluir. Seguindo essas orientações, fica muito mais fácil uma marca obter o sucesso nessa nova era de comércio online.

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luxury

Pesquisas realizadas nas últimas semanas mostraram que os consumidores ricos dos Estados Unidos estão mais seletivos. Embora muitas dessas pessoas tenham passado ilesas pela crise, sem perder imóveis ou empregos, elas foram profundamente afetadas pela situação ao seu redor. Enquanto em 2010 cerca de 31% dos consumidores afirmavam esperar produtos entrarem em promoção para comprá-los, em 2011 esse número subiu para 38%.

Hoje, os consumidores consideram produtos de luxo aqueles que existem em quantidade limitada ou que possuem qualidade emocional, não apenas uma etiqueta com um preço alto. Esse novo comportamento parece mudar a visão que a indústria do luxo tinha, de que “a redução do preço diminui o prestígio do produto”. De acordo com uma pesquisa realizada em abril pela American Affluence Research Center,  60% dos consumidores dizem que descontos não afetam sua opinião sobre as marcas.

A Harrison Group anualmente faz pesquisas com consumidores ricos e pergunta se concordam com a frase “Estou disposto a pagar mais por produtos de grife porque são os mais elegantes e modernos”. No começo de 2008, 51% dos entrevistados concordava com a afirmação. Três anos depois, apenas 32% concordam.

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Group of people

Até não muito tempo atrás, quando um consumidor tinha algum problema com uma marca ou empresa, a única solução era ligar para o SAC, o que em muitos casos  acabava não resolvendo a situação. O que restava, então, era reclamar com amigos e parentes sobre a respectiva empresa. Hoje, as mídias sociais mudaram drasticamente esse cenário. “A velha máxima de que um cliente insatisfeito pode falar com dez outras pessoas não mais existe, considerando os últimos virais postados na web”, diz Marcos Morita, mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie, especialista na área de Estratégias Empresariais.

Com o crescimento da utilização das mídias sociais, o poder passou da mão das empresas para a mão do consumidor, que agora pode compartilhar sua insatisfação não com dez, mas com milhares de pessoas. Tudo com muita facilidade e muito rapidamente.

As empresas, porém, não devem temer a internet, mas aprender a utilizar a tecnologia à favor de sua marca. De acordo com Dailton Felipini, mestre em Administração pela FGV-SP, “As empresas devem compreender essa realidade e visualizar o novo canal de comunicação não como uma ameaça, mas como uma oportunidade de ouvir o que o consumidor pensa da empresa e de aprender com ele. A internet é um canal interativo de duas mãos e deve ser utilizado de forma proativa pela empresa”.

A possibilidade de saber exatamente o que o consumidor está pensando pode ser a chave para corrigir diversos problemas da empresa, além de permitir que se crie um vínculo com o consumidor que antes praticamente impossível. Sabendo aproveitar o que de melhor as mídias sociais oferecem, você conquista seus clientes e descobre exatamente o que de bom e de ruim a sua marca está oferecendo a ele.

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A consultoria de mercado Millward Brown Optimor divulgou, no dia 9 de maio, o ranking das marcas de luxo mais poderosas do mundo. Quem encabeçou a lista foi a grife francesa Louis Vuitton, que vale hoje 24.312 bilhões de dólares – um aumento de 23% em relação ao ano passado.

Assim como a primeira da lista, a maioria das outras grifes do ranking apresentou um crescimento no último ano, o que, de acordo com a consultoria, tem três motivos:  as excelentes vendas na Ásia, a utilização de mídias digitais e o reforço da herança das marcas centenárias.

Confira o ranking das grifes e quanto vale cada uma:

1. Louis Vuitton: 24.312 bilhões de dólares
2. Hermès: 11.917 bilhões de dólares
3. Gucci: 7.449 bilhões de dólares
4. Chanel: 6.823 bilhões de dólares
5. Cartier: 5.327 bilhões de dólares
6. Rolex: 5.269 bilhões de dólares
7. Hennessy: 4.997 bilhões de dólares
8. Moët & Chandon: 4.570 bilhões de dólares
9. Fendi: 3.422 bilhões de dólares
10. Burberry: 3.379 bilhões de dólares

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Há algum tempo atrás, havia um ditado que dizia que “Quando um homem de 60 anos se aposenta ou morre, Allen Edmonds perde mais um cliente”. De fato, em 2008, a empresa de 90 anos demitiu mais de 8% de seus funcionários. No entanto, este ano, a previsão é de que sejam produzidos 500 mil pares de sapatos, contra 350 mil do ano passado.

Nos últimos anos, com as marcas tradicionais – como Allen Edmonds, Red Wing e Quoddy – redescobrindo uma nova geração de consumidores, especialmente homens jovens, essas grifes passaram a ser vistas como relíquias, não marcas desgastadas, e agora estão presentes em diversas boutiques e blogs de moda.

De maneira geral, a evolução foi positiva para as companhias, mas também representa novos dasafios: os designers terão que adaptar os produtos para novos clientes  e executivos deverão se preocupar com quanto tempo durará a alta dessas marcas.

Para esses fabricantes, ter seus sapatos de alta-qualidade descritos como moda é absurdo. O interesse deles não é se tornar uma tendência, mas continuar a fabricar sapatos que duram 15 ou 20 anos. Esse mesmo motivo é, provavelmente, uma das razões que fez com que novos consumidores, depois da crise, voltassem os olhos para esses marcas.

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O diretor executivo da Fundação Altagamma, Armando Branchini, discursou no início de abril sobre como o mercado de luxo será impactado pelo desastre ocorrido no Japão em 11 de março. Segundo ele, “Crises intensas como essa tendem a trazer já no curto prazo um impacto negativo sobre o consumo, principalmente na esfera dos bens de luxo”. Ainda não se sabe qual a intensidade desse impacto, mas a previsão é de que seja grande, já que o Japão é um dos maiores mercados de luxo do mundo. Ainda assim, analistas do banco japonês Nomura declararam que o Japão já não é mais considerado um mercado em crescimento. Sua participação no setor de luxo vem diminuindo nos últimos anos e deve ser superada em breve pelos mercados emergentes, principalmente pelo chinês.

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