Nos últimos anos, a China tem atraído cada vez mais marcas de luxo. Mas isso é o suficiente para que possamos considerá-la uma nova superpotência do mundo da moda?
Considerando que 80% dos consumidores tem em média 45 anos e vê nos produtos de luxo um medidor de seu próprio sucesso, parece que a China possui a condição perfeita para um grande crescimento a curto-prazo. Nas ruas de Pequim e Xangai, os logos das grifes Gucci e Louis Vuitton estão por toda a parte – mesmo ignorando o grande número de produtos piratas -, e mulheres lotam as lojas para saciar o apetite recém-adquirido pelo consumo de luxo. Com um poder de compra inegável, já surgem declarações de que os chineses consomem mais bens de luxo do que os americanos.
Se há um ponto negativo na maneira como os chineses consomem, é que eles preferem comprar produtos em lojas de uma única marca e, preferencialmente, uma bem conhecida. As lojas multimarcas têm um desafio a enfrentar. O sentimento geral é de que ainda demorará algum tempo para que os consumidores chineses conheçam – e aceitem – as grandes estrelas em ascensão internacional, como Prabal Gurung e Christopher Kane, mas esse dia certamente chegará. Falta apenas saber quando.
Enquanto isso, lojas de marca própria, como a Flagship da Burberry, aproveitam o bom tempo no país.
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