O grupo LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, que controla a Sephora, adquiriu uma participação de 70% no controle da Sack’s sephora

O crescimento do mercado de luxo no Brasil fez com que a rede francesa multimarcas Sephora escolhesse o Brasil para iniciar suas operações na América Latina. O grupo LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, que controla a Sephora, adquiriu uma participação de 70% no controle da Sack”s, maior empresa brasileira de venda online de perfumaria e cosméticos.

O objetivo da empresa é inaugurar, em cerca de 18 meses, as primeiras lojas Sephora no Brasil. O valor do negócio não foi divulgado, mas estima-se que gire entre R$ 200 e R$ 350 milhões. O sócio-fundador da loja online brasileira, Carlos André Montenegro, será o CEO e o presidente do conselho da empresa. Ele e os sócios, Marcelo Franco e Albatroz Participações, continuação com uma participação de 30%.

Em cinco anos, o Brasil será um dos quatro maiores mercados da Sephora no mundo. A projeção é do sócio e presidente-executivo da Sacks’s, Carlos André Montenegro, em entrevista ao Valor, quando revelou a compra de 70% do site brasileiro pelo grupo francês de bens de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH), detentor da Sephora, varejista online líder no mercado de cosméticos dos EUA.

Foram seis meses de negociação entre as companhias, período no qual a mídia brasileira especulou sobre a entrada da Sephora no país. “Em julho do ano passado eles (LVMH) ligaram pra gente (Sack’s) e demonstraram interesse de estar em nosso país. O contrato foi assinado anteontem à noite em Paris”, contou Montenegro.

O acordo representa a porta de entrada da Sephora, que tem mais de mil lojas em todo mundo. “Estavam na disputa o México e o Brasil. O Brasil ganhou, porque tem um mercado de cosméticos amplo, que cresce a dois dígitos há muito tempo”, afirmou o executivo. Até hoje, a LVMH atuava no país representada apenas em setores como o de vinho, moda e perfumes.

sacks“A Sack’s representa uma oportunidade formidável para a Sephora adquirir imediatamente presença de mercado, tamanho e acesso aos clientes no Brasil. O Brasil tem alto potencial para bens de luxo e produtos de beleza, razão pela qual a Sack’s é um grande trampolim para a expansão da Sephora na região”, completou um porta-voz da Sephora Americas.

Segundo Montenegro, no período de 12 a 18 meses a marca Sack’s desaparecerá, pois ocorrerá uma migração para a marca Sephora. A estratégia de entrada da empresa no país será primeiramente via internet, quando ocorrerá a remodelagem do site para adequação ao padrão internacional da marca, depois segue a abertura de lojas físicas. “Já estamos conversando com os grandes shoppings e é imaturo dizer exatamente quando abriremos as lojas físicas”, disse o executivo.

Hoje, o site Sack’s tem uma base de 830 mil compradores no Brasil. Os planos da nova companhia apontam para uma expansão pelo país para além dos grandes centros e, futuramente, para outros mercados na América do Sul.

Carlos André Montenegro será o presidente-executivo e presidente do conselho da empresa. Os restantes 30% de participação serão divididos em partes iguais (10% para cada parte) entre ele e os demais sócios da Sack’s, que são o empresário Marcelo Franco e a holding de investimentos Albatroz. Na nova formulação, Franco fica sem função executiva, enquanto o diretor-executivo da Albatroz, Alexandre Icaza, fica com uma posição no conselho.

O grande trunfo do Sack’s e, agora, da Sephora, é trazer produtos das marcas de luxo conhecidas no mundo todo, mas cuja compra só era possível aos brasileiros nas grandes metrópoles ou no exterior.

“As marcas que são fortes no mundo e ainda não estão no Brasil vão começar a olhar o país de modo diferente”, se entusiasmou Montenegro, que quer trazer o portfólio completo da Sephora, com preços “mais acessíveis” aos consumidores brasileiros.

Para conseguir evitar as altas taxas de importação e competir com as líderes do mercado brasileiro – como a Natura e o Boticário – o executivo prevê a produção de alguns produtos no país. “Estamos olhando com carinho a produção no Brasil”, concluiu Montenegro.

Fonte: Web Luxo

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  1. Pingback por Grupo LVMH compra ações de sua rival Hermès « Atelier de Marketing2 de dezembro de 2010 às 12:23h

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