O grupo LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, que controla a Sephora, adquiriu uma participação de 70% no controle da Sack’s 
O crescimento do mercado de luxo no Brasil fez com que a rede francesa multimarcas Sephora escolhesse o Brasil para iniciar suas operações na América Latina. O grupo LVMH – Moët Hennessy Louis Vuitton, que controla a Sephora, adquiriu uma participação de 70% no controle da Sack”s, maior empresa brasileira de venda online de perfumaria e cosméticos.
O objetivo da empresa é inaugurar, em cerca de 18 meses, as primeiras lojas Sephora no Brasil. O valor do negócio não foi divulgado, mas estima-se que gire entre R$ 200 e R$ 350 milhões. O sócio-fundador da loja online brasileira, Carlos André Montenegro, será o CEO e o presidente do conselho da empresa. Ele e os sócios, Marcelo Franco e Albatroz Participações, continuação com uma participação de 30%.
Em cinco anos, o Brasil será um dos quatro maiores mercados da Sephora no mundo. A projeção é do sócio e presidente-executivo da Sacks’s, Carlos André Montenegro, em entrevista ao Valor, quando revelou a compra de 70% do site brasileiro pelo grupo francês de bens de luxo Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH), detentor da Sephora, varejista online líder no mercado de cosméticos dos EUA.
Foram seis meses de negociação entre as companhias, período no qual a mídia brasileira especulou sobre a entrada da Sephora no país. “Em julho do ano passado eles (LVMH) ligaram pra gente (Sack’s) e demonstraram interesse de estar em nosso país. O contrato foi assinado anteontem à noite em Paris”, contou Montenegro.
O acordo representa a porta de entrada da Sephora, que tem mais de mil lojas em todo mundo. “Estavam na disputa o México e o Brasil. O Brasil ganhou, porque tem um mercado de cosméticos amplo, que cresce a dois dígitos há muito tempo”, afirmou o executivo. Até hoje, a LVMH atuava no país representada apenas em setores como o de vinho, moda e perfumes.
“A Sack’s representa uma oportunidade formidável para a Sephora adquirir imediatamente presença de mercado, tamanho e acesso aos clientes no Brasil. O Brasil tem alto potencial para bens de luxo e produtos de beleza, razão pela qual a Sack’s é um grande trampolim para a expansão da Sephora na região”, completou um porta-voz da Sephora Americas.
Segundo Montenegro, no período de 12 a 18 meses a marca Sack’s desaparecerá, pois ocorrerá uma migração para a marca Sephora. A estratégia de entrada da empresa no país será primeiramente via internet, quando ocorrerá a remodelagem do site para adequação ao padrão internacional da marca, depois segue a abertura de lojas físicas. “Já estamos conversando com os grandes shoppings e é imaturo dizer exatamente quando abriremos as lojas físicas”, disse o executivo.
Hoje, o site Sack’s tem uma base de 830 mil compradores no Brasil. Os planos da nova companhia apontam para uma expansão pelo país para além dos grandes centros e, futuramente, para outros mercados na América do Sul.
Carlos André Montenegro será o presidente-executivo e presidente do conselho da empresa. Os restantes 30% de participação serão divididos em partes iguais (10% para cada parte) entre ele e os demais sócios da Sack’s, que são o empresário Marcelo Franco e a holding de investimentos Albatroz. Na nova formulação, Franco fica sem função executiva, enquanto o diretor-executivo da Albatroz, Alexandre Icaza, fica com uma posição no conselho.
O grande trunfo do Sack’s e, agora, da Sephora, é trazer produtos das marcas de luxo conhecidas no mundo todo, mas cuja compra só era possível aos brasileiros nas grandes metrópoles ou no exterior.
“As marcas que são fortes no mundo e ainda não estão no Brasil vão começar a olhar o país de modo diferente”, se entusiasmou Montenegro, que quer trazer o portfólio completo da Sephora, com preços “mais acessíveis” aos consumidores brasileiros.
Para conseguir evitar as altas taxas de importação e competir com as líderes do mercado brasileiro – como a Natura e o Boticário – o executivo prevê a produção de alguns produtos no país. “Estamos olhando com carinho a produção no Brasil”, concluiu Montenegro.
Fonte: Web Luxo
Tags: luis vuitton, luxo, mercado, negócios, oportunidade, sack's, sephora
Com as Olimpíadas próximas, Londres aproveita para incentivar o consumo do luxo e mostra sua veia Fashion e Glamurosa.
LONDRES - Faltam dois anos para as próximas Olimpíadas. Londres está como se espera que o Rio esteja em breve: um canteiro de obras. Há andaimes e escavadeiras por toda parte. De olho no boom turístico, Mayfair reforça o posto entre os chiques com a nova flagship da Louis Vuitton, que custou cerca de R$ 90 milhões, e a reformulação das suítes do Claridge’s, assinadas por Diane Von Furstenberg. East London confirma sua posição entre os descolados e se transforma na região mais cool do momento, com galerias de arte como a 20, de Alex Dellal, e o club privado Shoreditch House, onde Madonna comemorou os 52 anos, sábado passado.
FRIENDS: A Taschen lançou no fim de julho o livro “Kate Moss by Mario Testino“. Peça de colecionador. São apenas 1.500
exemplares, assinados e numerados (300 libras). Tem fotos da modelo de calcinha fazendo omelete, pintando bigode de Dalí no fotógrafo, e tudo o mais.
BRAZILIAN BLOW-DRY: A escova progressiva chegou a Londres. Chamada Escova Brasileira, a “novidade”, velha por aqui, ganhou matéria na “Harper’s Bazaar” inglesa. A repórter testou: “Para mim, é milagrosa”.
CHÁ FASHION:
Se quer tomar chá em Londres, que seja com estilo, na Cocomaya. Xícaras douradas, bolos de baunilha com amora e uma loja de chocolate que é uma fofura. Robert Forest adora. (Connaught Street 12, Marylebone)
A LOJA:
A multimarcas Dover Street Market, da estilista Rei Kawakubo, acaba de inaugurar um corner da YSL e, em outubro, venderá, com exclusividade, a série especial de polos para adultos que a Lacoste fez para comemorar os 60 anos do Snoopy (O jacaré brinca com Charlie Brown, Linus…). Daquelas coisas que não dá para viver sem. Esta é “a” loja. Tem uma seleção de grifes que vai desde Comme de Garçons, Lanvin e Hussein Chalayan a novos designers. Onde a moda se torna fascinante, esta é a proposta. Também tem um café simpático. (Dover Street 17, Mayfair)
COCOON:
O Sketch, formado por dois restaurantes assinados pelo estrelado chef francês Pierre Gagnaire e mais três bares, tem um trio de tomates que valeria por si só a visita. Mas o restô ainda tem décor criativo, galeria de arte e um banheiro que lembra Cocoon, o filme. (Conduit St. 9, Mayfair)
EAST LONDON:
Os antenados e os artistas plásticos não só moram, mas trabalham em Shoreditch. Alex Dellal, filho de Andrea, tem uma galeria de arte chamada 20 Hoxton Square Projects, na mesma praça onde fica a White Cube Gallery e uns restaurantes despretensiosos e cheios de gente bonita, cool e jovem. Pertinho, na Rivington St. 42, tem uma multimarcas bem edidata, a Start, com Isabel Marant, Pierre Hardy e peças must have em gaiolas retrôs.
Vale passar também em Brick Lane e Spitalfields, aos domingos, e ver os mercados de roupa, comida e tal. Perto dali, também aos domingos, tem o Columbia Road Flower Market. Os ingleses adoram. Para arte, vá ao Shoreditch Triangle, entre Old St., Great Eastern St. e Shoreditch High St.
SÁBADO: Neste dia, um pouco mais para leste da Old St., em Shoreditch, o programa é o Broadway Market, na rua de mesmo nome. É um mercado (um dos melhores do momento) de gastronomia, que tem também lojinhas de moda independente, antiguidades, ótimos brechós, cafés e pubs. No fim da rua tem o parque London Fields, onde os modernos fazem piquenique e tomam sol.
SUÍTE FASHION:
Diane Von Furstenberg redecorou 20 suítes do Claridge’s. Quatro delas já estão prontas e trazem estampas exclusivas. Luxo só. A estilista costuma dizer que o hotel é sua segunda casa desde os anos 70. Cobertores de cashmere, cristais de Murano e fotografias tiradas durante as suas viagens fazem parte do layout.
PELE DE URSO: A eco friendly Stella McCartney propôs, em parceria com o grupo Peta, um novo chapéu para a guarda real britânica, feito de fibra plástica. A aprovação da proposta para substituir o clássico modelo com pele de urso está nas mãos do ministro da Defesa.
COMER, COMER: Em Covent Garden, a pedida é o novo restaurante de Jamie Oliver, o Jamie’s Italian. Simples, bom preço e não aceita reservas. Depois, passe na sorveteria italiana Scoop (Shorts Gardens 40) e dê um pulo na Neal’s Yard Dairy, uma loja com mais de 200 tipos de queijos.
CAFÉ DA MANHÃ:
Para ver tradição, poderosos, gente da moda (Paul Smith é fã) e comer Eggs Benedict, vá ao The Wolseley (Picadilly 160).
TEMPLO LV:
Com 1.500 metros quadrados, três andares e projeto do arquiteto Peter Marino, a nova loja da Louis Vuitton, que abriu em junho, é quase um santuário do luxo. No segundo andar, uma retrospectiva, com curadoria da superstylist inglesa Katie Grand, dos 12 anos de Marc Jacobs à frente da marca. (New Bond St. 17, Mayfair).
QUER PAGAR QUANTO?:
Para Alexander McQueen, Jimmy Choo e Burberry com até 60% de desconto, vá ao outlet de luxo Bicester Village (a 45 min. de Londres), que acaba de abrir lojas da Fendi, YSL e Missoni. Para facilitar, marque um traslado pelo site chicoutletshopping.com.
HAPPY HOUR: Para um drink com estilo, o Long Bar, no Sanderson Hotel, com décor de Philippe Starck. Aliás, este é o hotel onde Alex Atala fica. 50 Berners Street, Soho.
OLHA A CHUVA: O segredo das inglesas para o tempo ruim são as galochas Hunter. Kate Moss (sempre ela) tem. São conhecidas como Wellies, apelido do duque que, no séc. XIX, pediu ao sapateiro que ajustasse suas botas à perna, inspirando anos depois o modelo em PVC da marca.
DA RAINHA: A realeza sabe das coisas. Por isso, compre agendas e cartões da Smythson (New Bond St. 40), que faz não só a papelaria da família real, mas os convites de todo mundo que interessa desde 1887 (Freud, Charles Dickens, Lady Di, Madonna), e prove os chocolates da Prestat (Princess Arcade 14, Picadilly), que foi fundada em 1902, fornece trufas para Elizabeth II há 35 anos e é conhecida como the real Willy Wonka.
POLÊMICA: Pode ser a última chance de ver as estátuas de Lady Di e Dodi Al Fayed, na Harrods. O Emir do Qatar, novo dono da loja, pensa em retirar o memorial numa tentativa de tornar mais amenas as relações entre o templo do luxo, que pertencia ao polêmico Mohamed Al Fayed, e a família real.
Fonte: Globo.com
Tags: 2012, glamour, londres, luxo, mercado, olimpiadas, oportunidade
Por Andrea Stupelo
Pucci nasceu em Florença em 1914 em uma família nobre italiana velha . Seu nome completo é Marquês Emilio Pucci Barsento . Ele cresceu em um ambiente extremamente privilegiada, no coração da aristocracia florentina . De uma boa família, Pucci foi um bom atleta e foi membro da equipe olímpica de esqui em 1932. Depois , seguiu seus estudos na Universidade de Milão, onde concluiu seu doutorado em Ciências Políticas em 1937.
Tradição familiar e educação patriótica obrigou-o a ingressar no exército em 1938 , onde se tornou um membro da Força Aérea. Ele participou da Segunda Guerra Mundial como piloto de bombardeiro, que foi seguido por tempos difíceis, quando ele defendeu as idéias fascistas e cresceu perto da família Mussolini. Ele terminou a guerra como um capitão condecorado por sua bravura . Em seus 30 anos na euforia do pós-guerra , vivia um jovem de ouro, cheio das melhores que a alta sociedade tinha para oferecer.
A primeira roupa desenhada por Pucci foram para a equipe de esqui Reed College.Mas seus desenhos ganharao mais atenção em 1947, quando ele estava de licença em Zermatt, na Suíça.O Skiwear que ele havia projetado para uma amiga foi fotografada por Toni Frissell, um fotógrafo que trabalhava para a Harper’s Bazaar.O editor Frissell pediu para Pucci projetar um skiwear para uma história da União Europeia, A Moda Inverno, que decorreu no inverno 1948 da Bazaar. Embora tenha havido alguns experimentos com tecidos elásticos na Europa antes da guerra, o design elegante Pucci causou sensação, e recebeu várias ofertas de fabricantes norte-americanos para produzi-los.Ao contrário, ele deixou a Força Aérea e criou uma casa de alta costura no balneário de moda Canzone del Mare, na ilha de Capri.
Inicialmente, ele usou seus conhecimentos de tecidos elásticos para produzir uma linha de banho em 1949, mas logo se mudou para outros itens, tais como lenços de seda coloridos, com estampas corajosamente ousadas. Stanley Marcus da Neiman Marcus encorajou-o a usar os desenhos nas blusas e, em seguida, uma linha popular de rugas vestidos de seda impresso . Pucci abriu uma boutique em Roma como o negócio prosperou, ajudado pelo papel Capri como um destino para o jet set internacional. Até o início dos anos 50, Pucci foi reconhecido internacionalmente, recebendo o Prêmio Neiman-Marcus em Dallas e os Burdine Sunshine’s Award, em Miami. Marilyn Monroe foi enterrada em um de seus vestidos, e seus desenhos foram usados por todos, de Sophia Loren a Jackie Kennedy e ícones pop como Madonna no início dos anos 1990.
Em 1959, Pucci decidiu criar uma linha de lingerie. Seu ateliê em Roma, aconselhou-o a desenvolver a linha no exterior, evitando as dificuldades de uma década antes, em correspondência tecidos disponíveis para os modelos de sua linha de banho primeiro. Como resultado, Pucci passou a dar para Chicago o contrato de lingerie para as usinas Formfit-Rogers. A empresa provou ser um sucesso, e Pucci foi eleito vice-presidente responsável pelo design e merchandising para a empresa um ano depois. Também em 1959, Pucci foi apresentado a Baronessa Cristina Nannini, uma baronesa Romana, em sua boutique em Capri. Pucci viria a casar com ela.Após a morte de Emílio, em 1992, sua filha, Laudomia Pucci, continuou a projetar sob o nome de Pucci. O francês Louis Vuitton-Moët-Hennessy império de luxo do Grupo bens adquiriram 67% da Pucci, em 2000. Laudomia tornou-se diretora de imagem, enquanto LVMH trouxe grandes estilistas como Christian Lacroix (diretor criativo 2002-5), e em Outubro de 2005 , Matthew Williamson e Peter Dundas a partir de 2009. Outros designers que trabalharam para a etiqueta inclui Stephan Janson e Júlio Espada. Comunidade Moda – Andrea Stupelo e Paulo Fernando
Fotos: Pesquisa Comunidade Moda
Tags: alta costura, brasileiro, emilio pucci, estilista, moda
Não precisa entender de moda para saber que uma boa vitrine atrai não só o olhar do cliente, mas também sua vontade de comprar. Afinal,quem resiste dar aquela espiadinha dentro da loja para conferir o que foi anunciado na vitrine?
Por ser o cartão de visitas da loja, que irá definir a primeira impressão do consumidor, diferenciando-a entre tantas outras lojas ao seu redor, o trabalho de gestão de vitrines tornou-se necessidade básica no varejo de moda. É aqui que surge o conceito de Visual Merchandising (VM), atividade que promove a venda de mercadorias, especialmente por sua apresentação no ponto de venda (PDV).
Para entender melhor o assunto, o Portal Profissão Moda entrevistou Patrícia Rodrigues, proprietária da Vitrine & Cia, empresa pioneira em Visual Merchandising no Brasil, fundada há 25 anos e dona de cases como Kopenhagen, Samsung, Renner e Louis Vuitton.
Profissão Moda - O que é o Visual Merchandising e qual a importância no dia a dia de uma loja?
Patrícia Rodrigues – O Visual Merchandising é uma somatória de multidisciplinas que usam a estética para compor a imagem da empresa no PDV, com objetivo de gerar vendas, fluxo e manter uma identidade. Estas disciplinas atuam no comportamento do consumidor, na arquitetura, na cenografia e design, na comunicação, na circulação, na distribuição, no produto, entre outras.
Deve ser um método integrado entre todos os setores: compras, marketing, produção, financeiro e logística, sempre posicionado em sinergia com a visão estratégica da empresa. Paradoxalmente, a compra é o início e final do processo, onde sua função de maestria tem no VM um grande aliado. A integração de toda informação, mapeamento de loja, processo criativo, recursos viáveis, tomam forma para ação no ponto de venda.
O que no Brasil precisa ser desmistificado é que o Visual Merchandisingnão é uma alternativa. É uma necessidade, uma realidade, um compromisso. Existem diversas formas de realizar esta gestão, desde que se tenha procedimentos, organização, documentação e visibilidade: em sua célula deve existir uma equipe, uma estrutura, recursos que geram procedimentos e um sistema centralizador de inteligência que trabalhe a estética interna e externa de uma empresa.
Profissão Moda – Que aspectos devem ser levados em consideração na hora de montar uma vitrine atrativa?
Patrícia Rodrigues – Esses aspectos são definidos pelo que é estrategicamente melhor pra empresa. O que deve ser destacado varia de empresa para empresa. Não existem regras definitivas sobre vitrina. Uma das premissas básicas é ter criatividade, bom gosto e acabamento. Harmonia: o bom gosto está na sensibilidade de proporção, de iluminação, espaço.
Profissão Moda – E que aspectos podem afugentar o cliente?
Patrícia Rodrigues – No geral pode se pecar em uma vitrina pelo seu abandono. A falta de iluminação, de higiene e de bom acabamento, além do excesso de produtos, são casos clássicos. Outra situação é se manter a mesma ambientação por muito tempo (ex: acabado o dia das mães deve se tirar a vitrina de dia das mães o quanto antes). Tudo isto denota abandono.
Profissão Moda – Existe algum tipo de tendência no universo das vitrines? O que não sai nunca de moda na hora de compor uma vitrine?
Patrícia Rodrigues – Uma vitrine acentua grupos, traduz tendências de mercado e da moda numa linguagem tridimensional. É através dela que as mulheres vêem a afirmação de uma tendência que já viu na TV, num desfile ou numa revista e está determinada a seguir.
A tendência absoluta não existe, assim como não existem regras de cores, por mais que se digam que existe. Tudo muda de acordo com as estações. A cor está muito ligada à proposta criativa. Já conseguimos transformar o rosa numa excelente vitrine para a marca de jóias Guilherme Duque. Na proposta, a cor coube e exerceu a função esperada. Para representar a história da marca, neste caso, a vitrine resgatou o artesanal, com inspiração na rainha Maria Antonieta e referência principal no castelo de Versailles. O universo épico foi resgatado pelos delicados florais, nuances vintage e decupagem de vestidos de um livro francês infantil. Neste caso, a cor rosa representou o que precisávamos.
Profissão Moda – Existe algum tipo de curso específico para se tornar um profissional vitrinista?
Patrícia Rodrigues – No quesito informação, existe muito material, livros e outras fontes para serem exploradas sobre o tema. Na questão da formação é onde está o problema, estamos “zerados” pela ausência de legado, no qual se registra o know-how do profissional de Visual Merchandising. Não há motivação para desenvolvimento de profissionais da área, assim como temos poucos cursos, e não existe plano de carreira oferecido pelas empresas. Exemplo de cursos: Escola São Paulo, Senac e Escola Panamericana. Dou também palestras constantemente sobre VM.
Matéria: Maarji Castilho
Tags: decoração, Kopenhagen, loja, Louis Vuitton, moda, pdv, Renner, Samsung, varejo, visual merchandising, vitrine
Com um forte crescimento em 2009, o mercado brasileiro focado em produtos de luxo parece tomar fôlego para fazer de 2010 um ano de bons resultados. O setor, que faturou US$ 6,23 bilhões em 2009 – crescimento de 4% (dólar) e 12% (real) em relação ao ano anterior – deve ampliar seu faturamento em 22%, alcançando o montante de US$ 7,59 bilhões em, faturamento. A informação é do estudo ‘O mercado do luxo no Brasil’, iniciativa conjunta da MCF Consultoria & Conhecimento e GfK Brasil.
A pesquisa, que avalia o desempenho do setor no Brasil e mensura suas expectativas de investimento, foi realizada entre janeiro e maio de 2010 considerando uma mostra de 283 empresas que atuam no segmento de ‘luxo’ ou ‘premium’ ‘no Brasil. O estudo também contemplou o consumidor deste estilo de vida e mapeou as preferências e os gostos de 344 consumidores no País.
Os investimentos no setor cresceram no ano passado, saltando dos US$ 950 milhões alcançados em 2008 para o US$1,24 bilhão em 2009. No ano de 2010, mesmo com a previsão de um pequeno decréscimo no valor dos investimentos no setor – que passará, segundo a pesquisa, para US$1,21 bilhão -, o mercado de luxo se mostra muito otimista com a previsão do crescimento acentuado no faturamento.
Para o diretor de Atendimento ao Cliente e Novos Negócios da GfK Brasil, Antonio Perrella, enquanto uma pequena fatia do mercado (3%) ainda acredita que os negócios serão muito afetados pela crise, 67% preveem que não haverá impacto algum. “E esta avaliação positiva em relação à crise vai além. Perguntados sobre o restabelecimento, 79% dos entrevistados afirmaram acreditar na recuperação do mercado após a crise e, destes, 66% disseram acreditar nesta recuperação já em 2010”, ressalta.
Em relação ao futuro, os projetos mais citados foram os de expansão do mercado-alvo (33%), fortalecimento da imagem/marca (30%), abertura de lojas próprias (20%) e gestão de relacionamento com o cliente (9%). Dentre os empresários que planejam investir em expansão, 86% pretendem fazê-lo aumentando o número de lojas próprias, 50% aumentando a participação em multimarcas e 7% em quiosques.
Na avaliação das empresas, excluindo São Paulo e Rio de Janeiro, as cidades mais promissoras para a expansão do mercado do luxo são Brasília (53%), Porto Alegre (7%), Curitiba (7%), Salvador (6%), Recife (4%), Belo Horizonte (4%) e Ribeirão Preto (3%). Dos negócios estudados, a maior parte atua no segmento do varejo (61%), seguida por serviços (24%) e produção/indústria (15%). Quanto à atuação específica, 26% são do ramo de moda, seguidas por calçados (19%), confecção/vestuário (18%) e perfumaria (17%).
VALORES - Em 2009, o ticket médio de compra por cliente diminuiu em 25% em relação ao ano anterior, caindo de R$3.454,00, para R$2.726,00, e isso mesmo com a movimentação constante das empresas para manter o interesse de seus clientes. Para o presidente da MCF Consultoria & Conhecimento, Carlos Ferreirinha, apesar do forte impacto da crise de 2008, o mercado segue em crescimento acelerado. Já neste ano de 2010, o setor prevê com forte otimismo uma taxa de crescimento de 22%, garantindo a recuperação da atividade em patamares de resultados antes de 2008.
“A crise reduziu o valor do ticket médio, mas nada que gerasse uma preocupação exacerbada para os próximos anos. Haverá um ciclo de crescimento vigoroso novamente. O consumidor demonstra o mesmo tipo de atitude positiva em relação ao consumo de Luxo e, inclusive, em relação a sua percepção da atividade. Os consumidores brasileiros se destacam pelo comportamento jovem de consumo e demandam de forma exponencial o relacionamento diferenciado, fazendo com que investimentos em eventos e comunicação sejam predominantes, e pontos de venda e relacionamento físicos aumentarão e se expandirão”, explica Ferreirinha.
Fonte: Fashion Mag
Tags: consumidor, crescimento, faturamento, luxo, moda, negócio, oportunidade, setor
O sul do país vai novamente sediar entre os dias 10 e 13 de agosto o maior evento das Américas do segmento têxtil, que em 2010 completa 20 anos de atividades. Trata-se da FEBRATEX – Feira Brasileira para a Indústria Têxtil, que promete movimentar pequenas, médias e grandes empresas, tanto do país quanto do exterior. O grupo FCEM, organizador da mostra, traz novamente a feira para o Parque Vila Germânica/PROEB, em Blumenau/SC. Com 1,9 mil marcas expositoras, mais de 50 países confirmaram presença no evento. Para ingressar na feira será solicitada a doação de dois quilos de alimentos não-perecíveis. O que for arrecadado será posteriormente entregue para entidades sociais do Vale do Itajaí credenciadas.
Entre as novidades desta edição está a sua ampliação. Em função do crescimento da feira foi necessária a montagem de um pavilhão de lona anexo, com quatro mil metros quadrados.
Brasil Fashion Designers e Espaço do Conhecimento
O grupo FCEM também está à frente de outro grande evento que acontece paralelamente à feira, o concurso Brasil Fashion Designers (BFD), que vai premiar jovens talentos da moda do Estado de Santa Catarina. O BFD é apresentado pela Tavex. Mais de 22 universidades e cursos de moda estão envolvidos com o projeto e garantiram apoio à ação. Neste sentido, está sendo organizado um grande desfile com os looks finalistas, previsto para acontecer na noite do dia 10 de agosto, terça-feira, no Teatro Carlos Gomes, em Blumenau.
Durante a Febratex 2010, ainda será disponibilizado ao público, expositores e congressistas o Espaço do Conhecimento. Neste local estarão concentrados o Seminário Tecnológico da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT) - trazendo debates sobre o incentivo à produção têxtil nacional – além de representantes do SENAI-CETIQT e Encontro Nacional de Tecelagem e Confecção (ENAT). Ali também haverá uma amostra inédita do Museu de Hábitos e Costumes – previsto para ser aberto ao público a partir de setembro em Blumenau. As peças apresentadas durante a feira devem revelar os diferentes aspectos da história da moda brasileira. O acervo é um dos maiores e mais bem conservados do país. A mostra deve também ser utilizada c omo fonte de pesquisa para estudantes e estilistas.
Também no Espaço do Conhecimento, haverá uma exposição com os looks dos finalistas do concurso BFD. Eles vão estar à disposição para apreciação do público, a partir do dia 11 de agosto, quarta-feira. “Frente a esta gama de atividades e opções, já temos confirmada a nossa próxima edição da feira, marcada para acontecer de 14 a 17 de agosto de 2012, novamente em Blumenau”, comemora Hélvio Roberto Pompeo Madeira, presidente da Febratex.
Mais informações sobre a feira podem ser obtidas em www.febratex.com.br.
Fonte: Profissão da Moda
Tags: 2010, bfd, febratex, feira, indústria têxtil, mercado moda, senau, universitários









